Coloridos

Quando entrei no Vasco nos anos oitenta… eu era cabaço. Eu acreditava mais nas pessoas. De cara peguei, em 1986, as papeletas amarelas. Roubaram o Vasco com recibo. Muitos que estão aí, com latinha na mão, falando em moralidade. Moralidade é o cacete. Os que fizeram isso ainda estão aí – um virou empresário, pintou o cabelo de ouro, fez plástica, passou a sair com menininhas de 18 anos. Estão aí, querendo cantar de galo, ganhando campeonatos a base de dinheiro de novo.

Lá atrás, eu botei eles pra correr. O Vasco começou a comer todos eles. Todos. Acabou a farra dos coloridos. Acabou rei do tapetão. Mas agora a competição é dura, meus amigos. Vem dinheiro de fora. Dinheiro estrangeiro ao futebol. Dinheiro grosso. Um lava dinheiro. Outro tem patrocínio de estatal. O terceiro consegue estádio de mão beijada. Essa é nossa competição.

Mas o Vasco é uma fortaleza. Uma fortaleza. Não vamos desistir. Nunca. Casaca. Casaca. Casaca.

 

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